Dropbox - Disco Virtual e Controle de Versão Grátis

A algum tempo atrás, achei este site em um blog e achei bem interessante, mas na época eles estavam em “Closed Beta”. Cadastrei meu e-mail para a lista de espera para o beta test, sem muita esperança, mas nunca recebi o convite. Hoje recebi um e-mail deles, dizendo que o serviço saiu de beta e está aberto a todos.

Dropbox é um serviço grátis de Disco Virtual com 2gb e Controle de Versão integrado. Para usar o serviço, você precisa instalar um cliente disponível para Windows, Mac OS e Linux. O funcionamento é muito simples: após a instalação e criação de uma conta, o cliente cria uma pasta no seu disco rígido que é automaticamente sincronizada com o servidor. Uma vez sincronizada, esta pasta está disponível em qualquer computador com o cliente instalado, e através de uma interface web, permitindo que você baixe os arquivos em qualquer computador com acesso à internet.

Uma das vantagens é a possibilidade de compartilhar parte de seus arquivos: o serviço então gera uma URL para cada arquivo compartilhado, que pode ser mandada por e-mail à um amigo, por exemplo.

Testei o sistema no meu desktop com Windows XP e no meu laptop com Ubuntu 8.04 (Hardy Heron). Em ambos, o funcionamento é idêntico. O cliente funciona como uma extensão do Explorer no windows e do Nautilus no Ubuntu. Todos os ícones de arquivos na pasta do Dropbox recebem uma insígnia mostrando seu atual estado de sincronia com o servidor, de forma muito parecida com o Turtoise SVN no windows. Através da interface web você não só tem acesso ao download destes arquivos em qualquer lugar, mas também de todo o histórico de alterações, denovo, muito parecido com o Subversion e outros sistemas de controle de versão.

Para quem já usa SVN - como eu - o uso do dropbox vai parecer muito natural, com a exceção de que a sincronia é feita automaticamente, sem a necessidade de Commits e Updates. Na minha casa foi uma solução ótima para transferir arquivos de um computador à outro sem a necessidade de usar uma pen drive ou DVD-R, e de quebra ainda ter o backup de tudo que foi transferido. (não, eu não configurei Samba…e sim, eu sou preguiçoso)

O serviço está tão bem feito, que ao abrir a página pelo Safari do meu iPod, me deparei com uma interface especialmente desenvolvida para o dispositivo, incluindo uma galeria para as imagens que eu sincronizei. O que é muito útil, já que o Safari do iPod pode abrir uma grande variedade de tipos de arquivos.

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Google Chrome: o browser open-source do Google

Parece que o Google quer mesmo dominar o mundo (da internet). Já está disponível para download uma versão inicial do browser desenvolvido pelo Google, com o nome de Google Chrome.

Ainda tem vários bugs e funcionalidades inacabadas, mas já dá pra ver o potencial do navegador que abre muito mais rápido que Firefox, Safari, Opera e Internet Explorer. A engine para renderização dos sites é Webkit, uma surpresa para mim que imaginava que o google usuaria Gecko (a engine do Firefox) para um projeto destes. Segundo o Google, a escolha foi feita devido à velocidade do Webkit.

Google Chrome

Uma das novidades é que cada aba agora é executada não apenas em um Thread diferente, mas em um Processo independente, o que significa que se uma página ficar sobrecarregada e travar, as outras abas não serão afetadas e vão continuar rodando. Além disso, o uso de memória é bem mais inteligente que os browsers atuais: se você fechar uma aba, toda a memória usada vai ser liberada instantâneamente.

Outro grande avanço - e o que mais me interessou - é que o Javascript ganhou muita atenção. Foi desenvolvida uma Virtual Machine chamada V8, que promete deixar os scripts muito mais rápidos e permite aos desenvolvedores criar aplicações maiores e mais complexas.

O design da interface do browser está muito simples, perfeito para usuários inexperientes. Ele não chama atenção, tendo como intenção “ser invisível” aos olhos do usuário, para que a atenção fique toda para a página que está sendo exibida. A navegação por abas foi levada um passo à frente; agora as abas ficam acima da barra de endereços e da barra de ferramentas, dando a impressão de que cada aba é realmente uma instância independente do browser.

A barra de endereços é “inteligente”, como já foi visto no Opera e Firefox, mas parece ser mais “leve” e confortável de usar. Se o usuário digitar “vault7″, o browser não vai tentar completar o endereço com “www” e “.com”, mas sim leva à uma busca pela palavra no mecanismo de busca padrão. Ao contrário do que possamos imaginar de um browser produzido por uma empresa que tem como principal produto o mecanismo de busca em si, o Chrome permite que você mude o mecanismo de busca usado pelo browser, e ainda pergunta se deseja usar o Google ou mudar para outro na primeira execução.

Muitas idéias da funcionalidade do browser (se não todas) foram emprestadas de browsers já existentes, e em alguns casos melhoradas. O Chrome já vem de fábrica com uma funcionalidade idêntica ao Mozilla Prism (que eu já comentei no post anterior).

Eu geralmente não fico muito animado quando alguem anuncia um novo browser. Apezar de viver da (e na) internet, um browser novo significa potencialmente novos bugs e novas gambiarras para nós, desenvolvedores e webdesigners. Mas com o uso da mesma engine do Safari, e o “plus” da velocidade, posso dizer que minha opinião tende pro lado positivo.

Em resumo, o grande “wow” da experiência de usar o Chrome é a velocidade. Eu já disse que ele é rápido? Já? Tudo bem, eu repito: ele é rápido pra cacete!

Uma apresentação em formato de cartoon está disponível aqui.

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